Para onde vamos agora? – 2011

Ficha técnica:

Direção de Nadine Labaki

Escrito por: Nadine Labaki, Rodney El Haddad, Jihad Hojeily, Sam Nessim.

Estrelado por: Nadine Labaki, Leyla Fouad, Claude Baz Moussawbaa, Antoinette El-Noufaily.

Música de Khaled Mouzanar e letra Tania Saleh.

Lançamento em 16.05.2011 (Cannes), 22.09.2011 (Líbano).

Tragicomédia

Duração 110 min.

País Líbano, Egíto, França, Itália.

Legendas em inglês.

 

Sinopse

O filme conta a história de uma remota, isolada e desconhecida vila libanesa habitada por muçulmanos e cristãos. Por causa do país em guerra, as mulheres da aldeia tentam por diversos meios alienar os homens da situação conflito. O filme, como história de uma Lisístrata moderna, vale-se da premissa do empoderamento feminino para criticar o absurdo da guerra. Segundo filme da diretora Nadine Labaki teve sua estreia no Festival de Cannes em 2011 como parte da seção Un Cetain Regard e venceu o People’s Choice Award no Toronto International Film Festival.

 

http://entervideo.net/watch/a95a65b9c4d351d

 

ZAWYA CINECLUBE

Edifício Yacubian – 2006

Filme baseado no romance de Aala al-Aswani, publicado em 2002.

 

O Yacubian existe realmente: é um edifício no centro do Cairo onde moram pessoas de diferentes classes sociais. Nos apartamentos amplos, moram os ricos, como Zaki, um velho libertino e decadente, e o jornalista Hatim, que busca o amor em um país onde ser gay é crime. Nas precárias habitações do telhado, vivem os mais pobres como a bela Buthaina, uma jovem que busca sustentar sua família e manter a dignidade enquanto resiste ao assédio masculino. seu noivo Taha, cujo maior sonho é ser policial, vê suas ilusões de igualdade desfeitas  quando é reprovado na entrevista e humilhado por ser filho do porteiro. As diferentes historias se entrecruzam neste ambiente onde a hipocrisia reina soberana.

Apesar de ter sido alvo de protestos no parlamento egípcio por ser tachado de “romance gay”, o filme foi um grande sucesso nacional e internacional. O autor do romance homônimo de 2002, Aala al-Aswani, foi impedido de comparecer à premiére por ser forte crítico do governo Mubarak. Muitos intelectuais consideram que este romance foi um dos gatilhos que dispararam os protestos de 2011 por falar de temas como corrupção e hipocrisia dos homens de religião.

 

Ficha técnica:

Direção: Marwan Hamed

Gênero: Drama

Egito/França, 2006

Elenco: Abdel Emam (Zaki), Hind Sabri (Buthaina), Khaled Saleh (Hatim)

172 min

LEGENDAS EM espanhol

 

ZAWYA CINECLUBE

O lobo do deserto (Theeb) – 2014

 

Theeb (ذيب‎) é o primeiro filme de longa-metragem de Abu Nowar. . Antes dele, havia  realizado os curtas Death of a Boxer (2009) e Till Death (2012).

Filmado no deserto de Wadi Rum (o Vale da Lua), uma área de proteção localizada no sul da Jordânia, Theeb é ambientado em 1916, período de revoltas árabes em meio à disputa entre britânicos e otomanos pelo controle do Oriente Médio. Não é à toa, portanto, a evocação que os planos panorâmicos do deserto em Theeb fazem ao clássico Lawrence da Arábia (1962): o filme dirigido pelo britânico David Lean também foi filmado em Wadi Rum e ambientado num mesmo contexto histórico.

As referências filmográficas de Theeb não acabam aí: perguntado, em entrevista à revista norte-americana “Variety”, sobre a influência de outros filmes na sua concepção estética do cinema, Abu Nowar expressou sua paixão por filmes como Yojimbo e Sanjuro (ambos de Akira Kurosawa) e citou a semelhança que ele percebe entre o western e a cultura beduína.

A ligação com a cultura beduína constitui, aliás, um dos traços marcantes da mise-en-scène de Theeb: além de realizado no deserto jordaniano, o filme investe num elenco formado majoritariamente por beduínos, como o protagonista Jacir Eid Al-Hwietat, que interpreta o garoto Theeb (personagem que dá nome ao longa).

Premiado internacionalmente, Theeb concorre ao Bafta (prêmio britânico) e ao Oscar de melhor filme estrangeiro (é a primeira vez que um filme jordaniano disputa o prêmio da indústria cinematográfica estadunidense; além dele, o curta-metragem palestino Ave Maria concorre na categoria de melhor curta-metragem). No Festival de Veneza, Abu Nowar venceu o prêmio de melhor diretor na categoria “Orizzonti”, destinada a jovens diretores.

theeb

Naji Abu Nowar (Oxford, Reino Unido, 1981)

O diretor, roteirista e produtor anglo-jordaniano Naji Abu Nowar nasceu e passou quase toda a infância no Reino Unido. Aos dez anos de idade mudou-se para a Jordânia com a família. Tempos depois, Abu Nowar voltou ao Reino Unido para realizar seus estudos universitários. Em 2004, transferiu-se para Amman, a capital jordaniana, onde realizou seus primeiros trabalhos audiovisuais.

 

Ficha Técnica:

Direção: Naji Abu Nowar

Roteiro: Naji Abu Nowar, Bassel Ghandour

País: Jordânia

Com: Jacir Eid Al-Hwietat (Theeb), Hussein Salameh Al-Sweilhiyeen (Hussein), Hassan Mutlag Al-Maraiyeh (o estranho), Jack Fox (Edward).

Formato: colorido

Gênero: aventura, drama

Duração: 100 minutos

 

Sinopse:

Em meio à disputa entre britânicos e otomanos pelo controle do Oriente Médio e às revoltas árabes no começo do século XX, o garoto beduíno Theeb, de 11 anos, segue seu irmão mais velho Hussein numa perigosa jornada pelo deserto da Arábia. Eles participam de uma pequena caravana que guia um militar britânico pelo deserto, cuja vastidão esconde armadilhas e aventuras.

 

 

 

Trailer de “Theeb”:

https://www.youtube.com/watch?v=pnEd_WSGtWQ

Trailer de “Ave Maria”:

https://www.youtube.com/watch?v=4zkWieC8Z8w

 

Referências:

http://english.ahram.org.eg/NewsContent/5/32/181011/Arts–Culture/Film/Jordanian-Theeb-nominated-for-best-foreign-languag.aspx

http://english.ahram.org.eg/NewsContent/5/32/180432/Arts–Culture/Film/Jordanian-film-Theeb-among-nominees-for-British-Ac.aspx

http://variety.com/2014/film/news/naji-abu-nowar-qa-with-varietys-arab-filmmaker-of-the-year-1201331392/

http://www.imdb.com/title/tt3170902/?ref_=nm_flmg_wr_1

https://en.wikipedia.org/wiki/Theeb

 

Zawya Cineclube

Image

Cairo Station – 1958

Cairo Station (باب الحديد )

Ficha técnica:

Direção: Youssef Chahine

Roteiro: Abdel HayAbib, Mohamed Abou Youssef

País: Egito

Com: Farid Shawqi (Abu Siri), Hind Rostom (Hanuma), Youssef Chahine (Qinawi) e Hassan al Baroudi (Hassam el Baroudi)

Formato: Preto e branco

Gênero: Drama psicológico

Duração: 77 minutos

 

Sinopse

O proprietário de uma banca de jornal tem pena de Qinawi, um jovem coxo e dá-lhe um emprego vendendo jornais na estação de trem do Cairo. Lá, todas as mulheres evitam-no por causa de sua deficiência. Qinawi se torna obcecado por Hamuna, uma bela vendedora de bebida fria. Mas ela está noiva de Abu Siri, um carregador de bagagens que está tentando organizar seus colegas de trabalho em um sindicato para melhorar as suas condições de trabalho. Qinawi a pede em casamento, porém quando ela rejeita sua fantasia de um lar e dos filhos em sua aldeia e sua obsessão se transforma em loucura.

cena

 

Youssef Gabriel Chahine [يوسف جبريل شاهين] (Alexandria, 25 de janeiro de 1926 – Cairo, 27 de julho de 2008).

Diretor e produtor de cinema egípcio, ele realizou cerca de 40 filmes entre ficção e documentários. Em 1997, obteve o grande prêmio do 50º edição do festival de Cannes pelo conjunto de sua obra.

Chahine nasceu em uma família cristã católica greco-melquita de origem libanesa. Após estudar em uma escola católica em Alexandria, ingressa no prestigioso Victória College. Em seguida, depois de um ano na Universidade de Alexandria, muda-se para Hollywood, nos Estados Unidos, para de estudar teatro no Pasadena Playhouse. Com o fim da II Guerra Mundial, retorna para o Egito e começa a se interessar pela direção, deixando de lado suas ambições de ator.

Em 1950, lança seu primeiro filme (Baba Amin). Um ano depois, recebe o convite do Festival de Cannes para projetar Filho do Nilo.

Em sua série de quatro filmes autobiográficos, mostra os conflitos e êxitos em sua vida: Alexandria… Por quê? (إسكندرية… ليه؟) (1978), Uma história egípcia (حدوتة مصرية) (1982), Alexandria, de novo e sempre (إسكندرية كمان كمان) (1990) e Alexandria… Nova Iorque (إسكندرية – نيويورك) (2004). Nesta série, mostra sua educação internacional e também a sua bissexualidade. Em cada um desses filmes, o diretor mostra abertamente como teve amantes femininos e masculinos.

Um de seus filmes mais célebres é O sexto dia (اليوم الساس) (1986), marcado pelo último aparecimento em filme da atriz e cantora Dalida antes de sua morte.

Seus filmes pertencem a diversos gêneros como o melodrama, reconstituição histórica e autobiografia. Em suas películas ele expressa suas preocupações sociais (O filho do Nilo, 1951 – ابن النيل) e políticas (Jamila, o argelino, 1958 – جميلة بوحريد), bem como as suas preocupações sobre a ascensão do fundamentalismo (O Destino, 1997 – المصير) e corrupção (Isso é o caos…?, 2007 – هي فوضى..؟).

 

Referências:

https://en.wikipedia.org/wiki/Youssef_Chahine

http://www.routard.com/mag_dossiers/id_dm/149/ordre/11.htm

Zawya Cineclube