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Cairo Station – 1958

Cairo Station (باب الحديد )

Ficha técnica:

Direção: Youssef Chahine

Roteiro: Abdel HayAbib, Mohamed Abou Youssef

País: Egito

Com: Farid Shawqi (Abu Siri), Hind Rostom (Hanuma), Youssef Chahine (Qinawi) e Hassan al Baroudi (Hassam el Baroudi)

Formato: Preto e branco

Gênero: Drama psicológico

Duração: 77 minutos

 

Sinopse

O proprietário de uma banca de jornal tem pena de Qinawi, um jovem coxo e dá-lhe um emprego vendendo jornais na estação de trem do Cairo. Lá, todas as mulheres evitam-no por causa de sua deficiência. Qinawi se torna obcecado por Hamuna, uma bela vendedora de bebida fria. Mas ela está noiva de Abu Siri, um carregador de bagagens que está tentando organizar seus colegas de trabalho em um sindicato para melhorar as suas condições de trabalho. Qinawi a pede em casamento, porém quando ela rejeita sua fantasia de um lar e dos filhos em sua aldeia e sua obsessão se transforma em loucura.

cena

 

Youssef Gabriel Chahine [يوسف جبريل شاهين] (Alexandria, 25 de janeiro de 1926 – Cairo, 27 de julho de 2008).

Diretor e produtor de cinema egípcio, ele realizou cerca de 40 filmes entre ficção e documentários. Em 1997, obteve o grande prêmio do 50º edição do festival de Cannes pelo conjunto de sua obra.

Chahine nasceu em uma família cristã católica greco-melquita de origem libanesa. Após estudar em uma escola católica em Alexandria, ingressa no prestigioso Victória College. Em seguida, depois de um ano na Universidade de Alexandria, muda-se para Hollywood, nos Estados Unidos, para de estudar teatro no Pasadena Playhouse. Com o fim da II Guerra Mundial, retorna para o Egito e começa a se interessar pela direção, deixando de lado suas ambições de ator.

Em 1950, lança seu primeiro filme (Baba Amin). Um ano depois, recebe o convite do Festival de Cannes para projetar Filho do Nilo.

Em sua série de quatro filmes autobiográficos, mostra os conflitos e êxitos em sua vida: Alexandria… Por quê? (إسكندرية… ليه؟) (1978), Uma história egípcia (حدوتة مصرية) (1982), Alexandria, de novo e sempre (إسكندرية كمان كمان) (1990) e Alexandria… Nova Iorque (إسكندرية – نيويورك) (2004). Nesta série, mostra sua educação internacional e também a sua bissexualidade. Em cada um desses filmes, o diretor mostra abertamente como teve amantes femininos e masculinos.

Um de seus filmes mais célebres é O sexto dia (اليوم الساس) (1986), marcado pelo último aparecimento em filme da atriz e cantora Dalida antes de sua morte.

Seus filmes pertencem a diversos gêneros como o melodrama, reconstituição histórica e autobiografia. Em suas películas ele expressa suas preocupações sociais (O filho do Nilo, 1951 – ابن النيل) e políticas (Jamila, o argelino, 1958 – جميلة بوحريد), bem como as suas preocupações sobre a ascensão do fundamentalismo (O Destino, 1997 – المصير) e corrupção (Isso é o caos…?, 2007 – هي فوضى..؟).

 

Referências:

https://en.wikipedia.org/wiki/Youssef_Chahine

http://www.routard.com/mag_dossiers/id_dm/149/ordre/11.htm

Zawya Cineclube

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